Tudo passa e assim como a chuva que escorre pelas ruas da cidade, pelos campos e florestas desta terra.
Vejo você e minhas lembranças se derramarem em completo dilúvio. E você vai, vai, e continua indo. Pra onde? Não sei. Não me interessa. Pois se eu soubesse, significaria que você ainda existe que você ainda reside no âmago do meu ser. Mas não, isso não é, mas verdade.
Você se despede hoje, de um lugar onde nunca deveria ter estado, um lugar que nunca foi seu por direito, um lugar que eu te dei sem estender as mãos, mas que hoje eu tomo de volta, prefiro meu coração vazio ao preenchê-lo com a presença da sua ausência.
Você me puxava para baixo sem saber,com sorrisos em qual quer outra direção que não fosse a minha, por me encantar de forma tão leviana, imperdoável, se torna ainda mais irritávelmente inocente pois fazia isso inconscientemente. E sendo assim eu não podia nem te culpar, hoje não culpo nem a mim nem a você, mas a minha burrice intolerante.
Hoje não caio mais nas garras da ilusão, pois cortei suas unhas maldizentes com a verdade que é seu antídoto.